Estratificação do risco cardiovascular e associação com perfil socioeconômico de idosos acolhidos em instituição de longa permanência
Abstract
Introdução: O envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento da institucionalização de idosos, o que exige maior atenção às condições de saúde dessa população. Fatores socioeconômicos e clínicos podem influenciar diretamente no risco cardiovascular, tornando sua avaliação essencial. Objetivo: Associar o perfil socioeconômico ao risco cardiovascular de idosos acolhidos em uma Instituição de Longa Permanência. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, realizado com 42 idosos com idade igual ou superior a 60 anos, residentes na Associação Acolhimento Mãe das Graças, em Maceió-AL. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e de hábitos de vida, além de avaliações físicas (pressão arterial, IMC, circunferência abdominal). O risco cardiovascular foi estimado por meio da calculadora HEARTS. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino e apresentava baixa escolaridade. As comorbidades mais prevalentes foram diabetes mellitus (66,67%) e hipertensão arterial (59,52%). O uso de medicamentos foi frequente, destacando-se os anti-hipertensivos (61,76%). O risco cardiovascular foi classificado como muito alto em 44% da amostra. Identificou-se associação entre vulnerabilidades socioeconômicas e maior risco cardiovascular. Conclusão: Os achados reforçam a importância do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias preventivas voltadas à população idosa institucionalizada, considerando seus determinantes sociais e clínicos para a promoção de um envelhecimento mais saudável.