Preditores clínicos e funcionais de mortalidade em octogenários: limitações do fenótipo de Fried para estratificação de risco
Abstract
Resumo Objetivo Avaliar a fragilidade como preditora de óbito em octogenários. Métodos Estudo de coorte retrospectiva realizado com indivíduos com 80 anos de idade ou mais, acompanhados do período de 2016–2018 até 2024–2025. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e funcionais, incluindo a presença de fragilidade, tendo o óbito por todas as causas como desfecho. A análise dos dados incluiu estatística descritiva e regressão de Cox multivariada para estimar os fatores associados ao óbito. Resultados Osteoporose, incontinência urinária e depressão grave foram identificadas como fatores preditores de óbito. O fenótipo de fragilidade de Fried não apresentou boa acurácia para predição de mortalidade na amostra analisada. Conclusão A fragilidade, quando avaliada por meio de condições clínicas e funcionais específicas, mostrou-se relevante para a predição de óbito em pessoas idosas longevas, enquanto o fenótipo de Fried apresentou limitações nesse grupo etário, reforçando a necessidade de instrumentos mais sensíveis para avaliação prognóstica em octogenários.