ESPAÇO PÚBLICO
Abstract
This essay analyses the moment of (re)production of urban space, particularly public space, in a scenario where spatial patterns are incrementally subjected to referential frameworks shaped by the global process of capital’s predominance over public life. Likewise, the public scope of urban space confronts a socio-technical model of capital in which the topology of urban place-making is conditioned by a multi-referential scenario of a instantaneity-driven society. Observing a context where public life and culture are heavily conditioned by consumption, the text proposes a recovery of critical thinking in the territories of the indeterminate, as a means of opposing hasty classifications or obsolete dualities. By interrogating inflection points of a "coetanous city", the text critically revisits some of these interpretative markers and seeks to move beyond analyses that reduce the city to a physical framework (manifested through a set of indicators), encouraging reflection on urban space, its transformation processes and spatialities, in the ideas and practices of public spaces, and in the proposition of new levels of analysis and interpretation of configurations and dynamics that (re)produce urban space in a city shaped by the triad "city-management-business”. O artigo interroga o momento de (re)produção do espaço urbano, em particular do espaço público, em um cenário em que: padrões espaciais são incrementalmente submetidos a universos referenciais de processo global de preponderância do capital sobre a vida pública; assim como o escopo público do espaço urbano se confronta com um modelo sócio-técnico do capital em que a topologia da construção do lugar urbano está condicionada por um cenário multi-referencial de uma sociedade da instantaneidade. Observando um contexto em que a vida pública e a cultura estão fortemente condicionadas pelo consumo, propõe recuperar o pensamento crítico nos territórios do indeterminado, como forma de se contrapor a classificações apressadas ou dualidades obsoletas. Ao interrogarmos pontos de inflexão de uma “cidade coetânea”, rediscutimos criticamente alguns destes marcos de compreensão e buscamos superar a síntese de análises que reduzem a cidade a um quadro físico (manifesto por um conjunto de índices), promovendo a reflexão sobre o espaço urbano, seus processos de transformação e espacialidades, nas ideias e práticas de espaços públicos e na proposição de outros patamares de análise e interpretação de configurações e lógicas de dinâmicas (re)produtoras do espaço urbano de uma cidade que responde a tríade “cidade-gerenciamento-negócio”.