CIRURGIA BARIÁTRICA VERSUS AGONISTAS INCRETÍNICOS NA OBESIDADE: COMPARAÇÃO ENTRE PERDA DE PESO, CONTROLE METABÓLICO E REDUÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR
Abstract
A obesidade constitui uma condição crônica associada ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e aumento da morbimortalidade. A cirurgia bariátrica/metabólica e os agonistas incretínicos representam estratégias terapêuticas capazes de produzir perda ponderal expressiva e benefícios metabólicos, porém diferem quanto à magnitude, durabilidade, invasividade e necessidade de tratamento contínuo. O objetivo deste estudo foi comparar as evidências atuais sobre cirurgia bariátrica e agonistas incretínicos no tratamento da obesidade, considerando perda de peso, controle metabólico e risco cardiovascular. Realizou-se revisão integrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, SciELO e ScienceDirect, contemplando publicações entre 2016 e 2026. A matriz de síntese foi composta por 16 publicações. Semaglutida e tirzepatida produziram reduções clinicamente relevantes do peso, com benefícios cardiometabólicos e evidências de proteção cardiovascular. Entretanto, estudos comparativos recentes associaram a cirurgia a maior perda ponderal sustentada e melhor controle glicêmico em longo prazo. Estudos observacionais também sugeriram menor ocorrência de eventos cardiovasculares após cirurgia quando comparada aos agonistas do GLP-1, embora essa evidência esteja sujeita a confundimento residual. Conclui-se que ambas as estratégias são efetivas, devendo a escolha considerar gravidade da obesidade, comorbidades, riscos, preferências e necessidade de tratamento prolongado.